Edificio Simpatía

Miércoles 13 de febrero, 2013 por admin
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El estudio GRUPO SP conformado por Alvaro Puntoni, João Sodré, Jonathan Davies conciben un conjunto de viviendas, en un tejido heterogéneo, donde casas bajas y edificios de mediana escala se ponen en juego aleatoriamente. Sacando provecho del desnivel propio del terreno en el que se inserta, el basamento se compone de tres niveles en los que se intercalan servicios comunes y lugares de esparcimiento propios del conjunto. Sobre este, separado por una planta baja libre que estimula el recorrido visual y la recomposición de la topografía, se elevan las viviendas: dos bloques de hormigón a la vista unidos por el núcleo circulatorio. Con un planta tipo flexible, las unidades van variando según las necesidades de sus habitantes, pudiendo así cambiar su distribución y tamaño libremente.

Un reducido número de materiales nos muestran así una arquitectura despojada, en la que una variedad de situaciones se suceden de manera sutil y sin estridencias gracias a la simplicidad de sus intenciones.

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Nombre/ Edificio Simpatía

Arquitecto/ GRUPO SP (Alvaro Puntoni, João Sodré, Jonathan Davies)

Colaboradores/ André Luiz Tura Nunes, Isabel Nassif Cytrynowicz, Rafael Murollo, Rodrigo Ohtake, Tatiana Ozetti, Luiz Felipe Carvalho, Walter Gola, Joana Maia Rosa, Sabrina Lapyda, Luciano Gouveia

Paisajismo/ Apoena Amaral, José Luiz Brenna

Estructura/ Ing. Gerson Belli, Eng. Hélio Ricardo Stefoni

Construcción/ C.P.A. Engenharia e Construções Ltda.

Año/ 2008-2011

Superficie/

820 m2 (terreno)

3000m2 (construido)

Ubicación / San Pablo, Brasil

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A cidade de São Paulo é marcada por sua densa ocupação que neblina a percepção seja de sua topografia original, seja dos seus poucos espaços não ocupados, sobretudo aqueles definidos e configurados pelo sítio original, pelos fenômenos geográficos. Um dos desafios para os arquitetos neste século talvez seja insistir a construção do vazio como quem abre clareiras e possibilita novas dimensões e possibilidades para a vidaem nossa cidade. Este edifício se insere nesta tese.

O edifício serve-se da topografia acidentada, a situação típica de vale, que existe entre as ruas Simpatia e a Medeiros de Albuquerque definindo a ocupação em dois blocos: um superior e aéreo– a estrutura habitacional – e outro inferior e arraigado – os serviços e espaços dos automóveis. Entre estes dois blocos: um espaço, uma laje livre, acessada por uma passarela, possibilita que se possa olhar de forma desimpedida para a vertente oposta do vale.

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Por estar pairando sobre o pátio inferior, as copas das arvores frutíferas do jardim envoltório estão no nível de quem circula no pátio de acesso, o que pode ser um tesouro nesta passagem: pegar um fruto onde menos se espera.

Uma vez ultrapassada a porta de vidro, o espaço não se fecha, pelo contrário, insiste em permanecer aberto para a vista e para um jardim aquático que marca o espaço vazio existente no meio do edifício, para onde se abrem os elevadores e escadas. No seu extremo uma sala avarandada de uso coletivo dos moradores aberta para a paisagem, seja para festas ou encontros, encerra o passeio e permite ainda o acesso à piscina situada no pátio inferior.

Os apartamentos estão organizados em dois blocos opostos, Simpatia e Medeiros, com conformações e vistas diferenciadas, mas ambos oferecem múltiplas formas de ocupação, conforme as necessidades de vida de seus usuários. Esta diversidade se expressa na aleatoriedade das aberturas das faces norte e sul que sublinham a singularidade de cada apartamento. Nas faces leste e oeste, planos de vidros na extensão total das unidades marcam a presença do edifício na paisagem urbana que, por sua vez, inunda o ambiente juntamente com a luz.

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O bloco de circulação vertical (escadas e elevadores) entre os dois apartamentos abre-se para varandas voltadas para o vazio interno como continuidade espacial do pátio de acesso. Junto a cada unidade se alarga e oferece um espaço gentil para entrar nas unidades. Este espaço é o espaço de encontro e convivência.

No pátio inferior a piscina esta solta sobre o terreno, bordejando o jardim junto à rua Medeiros de Albuquerque. Mais uma vez se estabelece uma relação com a copa das arvores. Sob esta estrutura, com acesso no 1º subsolo, uma lavanderia se abre para o jardim. Finalmente, junto à rua o edifício oferta à cidade – por meio do recuo dos fechamentos da divisa – um banco, uma arvore, uma pequena praça para cidade: singela gentileza urbana.

Implantar um edifício habitacional neste lugar é uma construção da topografia e do vazio. Um desenho de “viver na cidade”.

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